Nossa Senhora das Dores, também conhecida como Mater Dolorosa ou Mãe das Dores, é um título da Santíssima Virgem Maria que honra seu profundo sofrimento ao acompanhar seu Filho em sua Paixão, Morte e sepultamento. Suas dores são tradicionalmente representadas por sete espadas que trespassam seu coração. Como católicos, rezamos a novena a Nossa Senhora das Dores para unir nossos sofrimentos às dores de Maria e, por meio de sua intercessão, ao sacrifício redentor de Cristo, buscando cura, paz e uma confiança mais profunda em Deus.
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O título "Nossa Senhora das Dores", dado à Santíssima Virgem, concentra-se em seu intenso sofrimento e dor durante a Paixão e Morte de Nosso Senhor. Segundo a tradição, esse sofrimento não se limitou apenas àquelas horas finais, mas abrangeu as Sete Dores de Maria, enraizadas na profecia de Simeão de que uma espada trespassaria sua alma (Lc 2, 34–35). Essas sete dores são a profecia de Simeão (Lc 2, 34–35), a fuga para o Egito (Mt 2, 13–21), a perda do Menino Jesus em Jerusalém por três dias (Lc 2, 41–50) e quatro episódios relacionados à Paixão de Cristo: o encontro de Maria com Jesus a caminho do Calvário, a Crucificação, a descida do corpo de Cristo da Cruz e seu sepultamento. Por essa razão, Maria é frequentemente representada com o coração exposto e trespassado por sete espadas. Ela recebeu cada novo sofrimento com a coragem, o amor e a confiança do fiat que pronunciou pela primeira vez na Anunciação.
A devoção às dores da Virgem Maria remonta ao século XII, quando surgiu em círculos monásticos sob a influência de Santo Anselmo e São Bernardo. Foi depois propagada pelos cistercienses e, posteriormente, pelos servitas. A Ordem dos Servos de Maria, fundada em Florença em 1233 por seus Sete Santos Fundadores, fez da meditação das dores de Maria uma devoção central. Nos séculos XIV e XV, a festa e a devoção já haviam se difundido amplamente. Em 1482, uma festa foi acrescentada ao Missal Romano sob o título "Nossa Senhora da Compaixão", destacando o amor que a Santíssima Virgem demonstrou ao sofrer com seu Filho. O papa Pio VII estendeu a festa a toda a Igreja em 1814 e, em 1913, o papa Pio X fixou sua data em 15 de setembro. A novena é tradicionalmente rezada de 6 a 14 de setembro, em preparação para a festa de Nossa Senhora das Dores, celebrada em 15 de setembro. Ela também pode ser rezada em qualquer época do ano, especialmente durante o luto, a doença ou outras provações, pedindo a Nossa Senhora das Dores que nos acompanhe e nos aproxime de Cristo aos pés da Cruz.
